Boletim Informativo da Coordenação de Ciências Humanas do CEFET-GO

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Nº 14 - Março de 2005
 

Neste número:

Editorial

Incríveis Poderes

Eleições no CEFET-GO

Entrevista

Mulher ao Espelho

Calendário para publicações no Boletim Informativo
“Ponto de Vista”

Vermelho

 

 

Editorial


Estamos iniciando mais um ano letivo no CEFET-GO, quando novos estudantes dos Ensinos Médio, Técnico e Tecnológico começam suas atividades na Instituição. A Coordenação de Ciências Humanas e suas Tecnologias parabeniza-os e se dispõe a atendê-los, sempre que possível, em suas demandas.
Em função da entrega do cargo por parte do Diretor Geral do CEFET-GO nos encontramos no processo de eleição de uma nova Direção Geral. É necessário que se assegure o que os segmentos internos do CEFET-GO conquistaram historicamente. Eleições por meio de chapas, amplo debate interno quanto à concepção de instituição e às propostas de gestão, representação eleitoral paritária entre os três segmentos internos e encaminhamento dos nomes dos servidores eleitos são algumas das conquistas que devemos assegurar no processo político-eleitoral em curso. Os membros que ainda restam da direção eleita em 2001 devem promover junto aos demais segmentos internos da Instituição um debate amplo sobre o processo eleitoral, de forma pública e democrática.
Neste início de ano letivo o Boletim Ponto de Vista completa seu segundo ano de existência, com a impressão do seu 14º número, sendo, ainda, disponibilizado eletronicamente em uma versão que comporta uma quantidade maior de artigos. Reiteramos o convite aos professores, técnico-administrativos e estudantes desta Instituição para que participem da sua produção, encaminhando-nos textos analíticos, crônicas e poesias.

Incríveis Poderes

Priscilla Teixeira

“Necessidade, desejo, demanda...”(Kotler), esses são os princípios do marketing, processo pelo qual o indivíduo obtém o que necessita e o que deseja através da criação, oferta e troca de produtos de valor com outros. Para tanto, pesquisas costumam ser desenvolvidas, onde necessidades são detectadas, desejos são expostos e a demanda atraída. Um exemplo claro seriam os produtos para mulheres de cabelos crespos. Até a segunda metade da década de 1990 não existiam produtos para tal demanda no mercado. Através de uma pesquisa realizada pela Elida Gibbs, empresa que responde pelos produtos da marca Seda, descobriu-se que 66% das mulheres brasileiras tinham cabelos crespos ou ondulados. Resultado: em um ano a Seda revolucionou suas opções de produtos, e outras empresas como Elseve e Garnier entraram na disputa pelo mercado. Ou seja, as brasileiras tinham a necessidade de boas marcas de cosméticos, o desejo era que este fosse especialmente feito para as mesmas, cuja demanda já existia: 66%.
Muitos outros exemplos poderiam ser citados como o Renault Clio Sedan O Boticário, carro desenvolvido especialmente para as mulheres, cosméticos para pessoas de pele negra etc. Porém, nos últimos anos, duas tendências vêm sendo especialmente seguidas: uma seria o produto ao gosto do freguês, como na Internet, onde você descreve o carro dos seus sonhos e a montadora o faz. Trata-se de um jogo mais emocional que publicitário, o consumidor sente-se especial quando opina em relação à confecção ou até mesmo à forma de pagamento do produto escolhido. O que dizer do slogan “quer pagar quanto?” da empresa Casas Bahia. Além de facilidades financeiras, existe toda uma persuasão moral em cima disso tudo. A outra tendência diz respeito às emoções das pessoas, sendo esta a mais grave e utilizada pela publicidade e o marketing, onde o produto já não é mais vendido por suas atribuições e utilidades, mas sim pelo que desperta na pessoa que o usa: não se vende mais sapatos, mas sim conforto, não se vende carros e sim segurança, não se vende xampu, mas sim sedução, não se vende fraldas, mas sim conforto para o bebê e tranqüilidade para a mãe e se você não possuir esse bem será infeliz, isso explica as fases no imperativo: “compre”, “beba”, “viva...”
O que as duas tendências têm em comum? A utilização de sentimentos e emoções como principal argumento para a venda de um produto. E se a tendência não existe, por que não criar uma? É isso que os “deuses da moda” fazem, com o apoio da imprensa em geral. Se o jornal diz “determinada modelo é a mulher mais bela do mundo” é questão de horas para milhares de mulheres se submeterem a dietas mirabolantes, cirurgias delicadas e à utilização de remédios para emagrecimento, muitas vezes sem necessidade. Tudo isso não objetiva a saúde e o bem-estar do indivíduo, mas sim uma atenção cada vez maior àquele que divulgou e expôs a imagem de um modelo a ser seguido, desencadeando naqueles que seguem esta tendência problemas como baixa auto-estima, anorexia, depressão, bulimia, estresse, doenças que podem levar uma pessoa à morte.
“Quem cria a tendência não costuma segui-la”, seria como cair na própria armadilha. E o que nós, “simples mortais”, deveríamos fazer? Não nos tornarmos escravos daquilo que nos oferecem! Como as tendências caminham, acabamos por não ter escolha sobre nossas ações, sobre o que realmente desejamos fazer, comprar, beber...Dessa forma, nos tornamos apenas robôs, tal como na música Adorável chip novo da cantora baiana Pitty: “Pense, fale, compre, beba, leia, vote, não se esqueça, use, seja, ouça, diga, tenha, more, gaste e viva...”. Por alguns instantes, a personagem da música pensa ter se libertado, chega à conclusão que não era viva e que todas as suas ações eram programadas.
Contudo, o que se pretende ao abordar tal assunto não é condenar a pratica do marketing. O átomo em si não é ruim, pode ser utilizado tanto para fins benéficos quanto para a criação de bombas. Assim também é, com o Marketing, podemos utilizá-lo para divulgar as idéias de Mahatma Ghandi, como também para influenciar comportamentos e tendências, fazendo uso do inconsciente das pessoas através de mensagens subliminares. O que faz a diferença é aquele que possui esta arma em mãos, aqueles que utilizam o Marketing, estes sim têm a opção de fazer bom ou mau uso do mesmo.
Por que deveríamos ser o que a mídia e a propaganda dizem, se o que faz o mundo ser interessante são justamente as diferenças? Se o que é moda hoje amanhã poderá não ser? Como dizem Lenimar Gomes e Irene Lacerda, psicólogas no CEFET- GO (entrevista na pg. 03), a melhor solução seria nos conhecermos melhor para não nos deixarmos levar pelo que nos é imposto. Conhecer nossas reais necessidades e problemas, fazer e ser feliz para nós mesmos e não para os outros.


Eleições no CEFET-GO

Iniciamos o ano de 2005 com os debates em torno do processo de eleição da nova Direção Geral do CEFET-GO, previsto para realizar-se ainda no mês de maio do corrente ano. Esse momento permite-nos retomar importantes discussões acerca das orientações e das práticas de educação e de gestão institucional dominantes no CEFET-GO, bem como apontar novos caminhos e possibilidades.
Esse processo tem importância não só por permitir a abertura e/ou criação de espaços e situações de debates e confrontações de idéias e propostas, reafirmando o princípio da participação ativa dos diferentes segmentos da comunidade – alunos e servidores – na vida da Instituição, como também pode representar um amadurecimento no que se refere aos níveis de compromissos e responsabilidades para com as tarefas institucionais.
Nesse sentido, é necessário buscar, através do debate, a aglutinação de setores e idéias com proposições em comum, reafirmando e fortalecendo o princípio do respeito à diversidade e de defesa da educação pública, gratuita e de qualidade para todos. Compreender o significado destas proposições no âmbito da Instituição demarca um campo de força política e social em favor da efetiva democratização do trabalho pedagógico institucional, superando as concepções de natureza corporativa, e, ao mesmo tempo, reconhecendo a importância do diálogo no encaminhamento das políticas de gestão e no processo de elaboração e/ou produção de caráter acadêmico.
O trabalho educativo e, em especial, o de produção e desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica, comprometida com a sustentabilidade em termos sociais e ambientais, requer responsabilidade coletiva e compromisso social. Esse momento de eleições deve se constituir em um espaço de reafirmação desses valores.
É necessário, no entanto, considerarmos que no interior da Instituição aglutinam-se setores que tradicionalmente vêm administrando-a em favor de concepções e práticas que enfraquecem esta perspectiva. Sob a égide de um discurso pretensamente inovador vem se implementando nas últimas gestões uma série de iniciativas que conduzem a médio e longo prazos a uma descaracterização do sentido público da Instituição em favor de orientações e práticas privatizantes.
Tais orientações e práticas acabam por ganhar corpo no cotidiano da Instituição seja pelo vínculo que estabelece com os interesses pessoais e/ou de grupos, num contexto em que se fragilizam as discussões e precarizam-se as condições de trabalho e renda em nível global, seja pela incorporação do “eficientismo” acrítico da lógica do mercado.
No início da atual gestão, iniciativas como a da regularização dos cursos de Turismo e Hospitalidade, pondo fim à cobrança de mensalidades e incorporando-os ao quadro dos cursos regulares do CEFET-GO mantidos pela União, e a regularização do quadro de servidores, pondo fim ao pagamento de prestação de serviços pela antiga Caixa Escolar, se deram em favor do seu caráter público. Porém, os procedimentos e ações que se seguiram demonstraram não só a falta de compreensão acerca do seu papel no fortalecimento do trabalho institucional, como também revelaram os limites e equívocos no que tange à defesa da educação pública, de qualidade em todos os níveis e modalidades, médio, técnico e tecnológico.
A ausência de orientações diretivas que articulem o trabalho das coordenações, gerências e diretorias, explicitando concepções e práticas educativas e viabilizando a integração entre os currículos e cursos, refletiu-se nos processos de avaliação e reconhecimento dos cursos superiores e, principalmente, tem dificultado o delineamento de ações institucionais conjuntas. A transformação da antiga Escola Técnica em Centro Federal de Educação Tecnológica continua a requerer trabalhos e discussões nesse sentido.
Recuperar estas e outras questões relativas ao trabalho de gestão pedagógica e administrativa da Instituição, faz-se necessário no momento em que aliado à conjuntura de eleições internas, presenciamos as iniciativas do Governo Federal em promover a reforma da educação superior no Brasil. Somente o debate aberto e extensivo a toda a comunidade, com o enfrentamento e amadurecimento das proposições presentes no cenário da Instituição, poderá fazer avançar o projeto político-pedagógico do CEFET-GO.

Coordenação de Ciências Humanas e suas Tecnologias

 

Entrevista

Irene Lacerda Ramos é psicóloga há 20 anos e Lenimar Lacerda Gomes Matos há 14 anos, desenvolvendo,ambas, há 11anos, no CEFET-GO, trabalhos de orientação psicológica. O gosto pela psicologia teria nascido ainda na adolescência, a razão seria a curiosidade pelo ser humano e seu comportamento.
E é no contexto capitalista e consumista em que estamos inseridos, onde a propaganda exerce amplo poder sobre as escolhas individuais, que o Boletim Informativo “Ponto de vista” realiza uma entrevista com essas profissionais. O objetivo é apresentar os impactos provocados pelo mau uso dos meios de comunicação no que diz respeito à influência em comportamentos e tendências no cotidiano das pessoas e o importante papel da psicologia não somente na procura de soluções para tais problemas como também na procura de propostas e ações preventivas para um melhor convívio social e individual do ser humano.

1. De acordo com as pesquisas desenvolvidas pela psicanalista Susie Orbach, professora da London School of Economics, apesar de existirem muitos tipos de beleza, atualmente as mulheres altas, magras, ocidentais e de cabelos lisos, se destacam. Tendência esta massificada pela imprensa em geral, propagandas, revistas e desfiles de moda. Até que ponto esse dado influencia no comportamento humano?
Como uma carga pesada demais para alguns conseguirem transportar... As influências externas que sofremos têm em cada indivíduo um peso, um grau de influência, um impacto que poderão ser, ou não, minimizados a partir dos recursos pessoais de cada um. Isto não é apenas uma relação que se estabelece com os modelos citados. É um todo. É a forma de se relacionar com os fatos, as ocorrências, as possibilidades de escolhas que a vida e nossas experiências nos proporcionam. É um aprendizado permanente.

2. No CEFET vocês já atenderam mulheres com problemas de auto-estima decorrentes da aparência?
É certo que já nos deparamos com muitos casos de depressão, sendo que, em algum deles, o motivo inicialmente expresso tinha bases na preocupação com a “estética”. Este mal não afeta apenas mulheres, como também homens e jovens, pessoas em geral. Mas, obviamente, esta era apenas a ponta de um iceberg, pois, normalmente, o “sofrimento” é individualizado em suas reais causas.
Existem, entretanto, etapas de vida onde a vulnerabilidade aliada ao rebaixamento da auto-estima, a necessidade de auto-afirmação, oscilações de situações econômicas, sentimentais, de vida, enfim, se tornam mais acentuadas e, conseqüentemente, diante da insegurança exposta, nossos mecanismos perceptivos buscam atalhos na seleção dos caminhos para a resolução do conflito instalado. É preferencialmente, nesses momentos, de solo fértil, que nos apegamos mais facilmente àquilo que nos pareça atraente, sem o crivo da razão ou da capacidade crítica e volitiva.
O período de transição acentuado, mais conhecido como adolescência, deixa margem, diante de nosso contexto cultural, para um sofrimento por vezes vivido de forma extremamente aguda. A intensidade da atividade orgânica própria da fase tem por finalidade a reorganização total do indivíduo, o que inevitavelmente o deixa em situação de insegurança e, portanto, carente para apegar- se a uma “receita mágica” de bem-estar.

3. Quais os indícios de que essa não aceitação pode estar se tornando doença?
Quando a não adequação ao padrão estético estabelecido passa a limitar a vida do indivíduo, fazendo com que este se esquive ao máximo de situações que possam vir e evidenciar seu “desvio estético” do padrão cultuado, podendo trazer conseqüências desastrosas para sua vida pessoal. De certa forma torna-se bastante complicado não ser envolvido por esta hipervalorização da beleza que acaba produzindo a cultura da desqualificação exagerada e estereotipada do “feio” (ou não padronizado).
Há aqui a sutileza da ordem social capitalista que certamente utilizará da complexidade perceptiva da seleção humana de valores, servindo como solo extremamente fértil para a comercialização da felicidade, na forma de artefatos para a conquista da beleza como solução mágica de problemas numa população estigmatizada.
Seria a “doença social” para o individual ou a doença individual desdobrada em social?

4. Qual a melhor postura a ser adotada pelos indivíduos perante uma sociedade com rígidos padrões estéticos, inseridos em um contexto ilusório de felicidade advinda do consumismo?
A maneira como a mídia explora o “belo” faz com que a aparência ganhe um espaço cada vez maior dentre os valores cultuados pela população de um modo geral. Somos diariamente bombardeados por peças publicitárias que ostensivamente colocam em xeque a satisfação com nosso próprio corpo. São propostos produtos e procedimentos que nos levariam a conquistar o corpo “ideal”, para, então, podermos tomar lugar no mundo das pessoas realizadas e felizes.
Frente a esses elementos é necessário avaliar a importância dos sentimentos e a forma como eles são julgados, estabelecendo seus valores e suas prioridades. Conscientizar-se deles é um passo determinante para a realização de um entendimento crítico e de valorização. Para isto, quanto mais saudável a nossa auto-estima, mais nos respeitamos.

 

Mulher ao Espelho*

Cecília Meireles

Hoje que seja esta ou aquela,
pouco me importa.
Quero apenas parecer bela,
pois, seja qual for, estou morta.

Já fui loura, já fui morena,
já fui Margarida e Beatriz.
Já fui Maria e Madalena.
Só não pude ser como quis.

Que mal faz, esta cor fingida
do meu cabelo, e do meu rosto,
se tudo é tinta: o mundo, a vida,
O contentamento, o desgosto?

Por fora, serei como queria
a moda, que me vai matando.
Que me levem pele e caveira
ao nada, não me importa quando.

Mas quem viu, tão dilacerados,
olhos, braços e sonhos seus,
e morreu pelos seus pecados,
falará com Deus.

Falará, coberta de luzes,
do alto penteado ao rubro artelho.
Porque uns expiram sobre cruzes,
outros, buscando-se no espelho.

*Flor de Poema. 7º edição. Editora Nova Fronteira, Coleção Poiesis, 1983.

Interpretação

Raquel Ribeiro

Por que a escolha de “Mulher ao espelho”? Difícil responder sobre a escolha de um poema de Cecília Meireles, se a cada um aumenta-se a admiração e soma-se a certeza de tamanha sensibilidade no tratamento dos mais íntimos sentimentos que vagueiam entre o efêmero e o eterno. Mas, estando próximos ao dia Internacional da Mulher, acredito ser o momento de ler esta poesia, dar-lhe atenção e tentar significar seu sentido hoje- depois de talvez uns cinqüenta anos!
Antes é necessário que resgatemos a imagem da mulher em nossa sociedade; herdeira de uma tradição cristã que a construiu cercada por abnegações, fadada a carregar também uma culpa cristã advinda do pecado original, da desobediência de Eva e, portanto, com necessidade de estar se redimindo constantemente perante a família e a sociedade. Por muitos anos o modelo ideal feminino passou pela castidade, fragilidade, docilidade, dedicação e submissão ao lar, a mulher sem desejos, que não tinha o olhar para si, como disse Mary Del Priori**, a “mulher de carnes tristes”. Até que partindo de movimentos políticos e sociais a mulher delineou a si uma nova imagem de emancipação e liberdade e cada dia mais sua vida deixou de estar restrita à esfera do privado. Somaram-se conquistas e o posicionamento de participação e de decisões na vida pública. A imagem da mulher independente, livre, competente, dinâmica é a que prevalece hoje, mas nem de longe conseguimos delimitar ainda com que intensidade a solidão a acompanha na vida cotidiana, em uma era exacerbada do capitalismo em que o individualismo, com tamanha voracidade, tende a aniquilar o ser em todas as suas dimensões: social, cultural, política.
Tamanho é o desafio da mulher, o de como posicionar-se perante tal realidade, enterrando características santificantes, ressaltando sua força, construindo muralhas, esbanjando sensualidade, cultuando a beleza na rigidez da perfeição, dividindo papéis ou até mesmo confundindo-os!
A mulher que conquistou o espaço de trabalho, o da produção intelectual, de emancipação, envolve-se em outras armadilhas, correndo riscos de que lhe seja atribuída outras imagens, estigmatizadas no vazio, na inconstância de quem não consegue mais administrar seu interior equilibradamente, de quem perdeu-se perante tantos referenciais.
Ainda hoje esta é a armadilha do “espelho” e talvez seja o maior desafio da mulher; imersa em sua liberdade, não deixar que outros lhe imponham imagens disso ou daquilo, estigmas que não correspondem a seus verdadeiros anseios e de nem deixar dilacerarem seus tão prezados sonhos na forma de vis pecados.

* *Del Priori, Mary. A Mulher na História do Brasil. São Paulo: Contexto, 1988. P. 15.

Calendário para publicações no Boletim Informativo “Ponto de Vista”

01 a 10-distribuição e divulgação do boletim nas portarias, nos departamentos e na Internet
11 a 20- recebimento e apreciação de material para edição*
21 a 31- diagramação e edição do Boletim impresso

*O Boletim Informativo “Ponto de Vista” está aberto à apreciação de materiais vindos de todos os departamentos e coordenações do CEFET-GO, de autoria de professores, servidores técnico-administrativos e alunos, concedendo espaço a textos de cunho informativo, pedagógico, comunicados, poesias e crônicas.

Poesias

Vermelho

Lucy de Fátima Lourenço

És a cor que corre em nossas veias
Estivestes na maçã que Eva comeu
Andas nas bocas das mulheres
Ficastes nos campos de várias batalhas
És a cor que tremula na bandeira de movimentos reivindicatórios
Demorastes nas rosas que a mulher amada recebeu
Enfeitas as paisagens em algumas regiões no outono
Assim és
Vida
Pecado
Sedução
Morte
Consciência
Paixão
Melancolia
Apesar de ser muitas coisas
Apesar de fazer parte de nossas vidas
Para mim és apenas a cor vermelha.

 

Expediente


Coordenação de Ciências Humanas
e suas Tecnologias/ CEFET-GO
cch@cefetgo.br
www.cefetgo.br/cienciashumanas

Coordenador - Walmir Barbosa
Humanidades em Foco n°14 - março de 2005
Diagramação, Edição - Priscilla Teixeira
Revisão– Ailton Vasconcellos